Ricardo Heder

“Minha linguagem natural sempre foi o desenho.” É assim que Ricardo Heder explica sua opção pelo curso de Design, feito na FAAP. O fato de seu pai ter uma loja de iluminação referência em São Paulo, chamada Reka, não foi determinante na sua escolha, mas acabou aproximando o designer da área, já que seu primeiro trabalho foi justamente desenhando luminárias. “No último ano de faculdade, vim para a Reka e minhas criações começaram a atrair um público diferente, de arquitetos”, lembra.

Aproveitando o que aprendeu no curso da FAAP – especialmente nos laboratórios –, a sua boa relação com os professores, e o corpo a corpo com os clientes, o designer foi além de desenhar produtos: “Meu objeto de criação deixou de ser o produto em si e passou a ser a luz e como iluminar um espaço”.

A partir do contato com arquitetos e clientes, Ricardo começou a fazer também design de luz e montou uma empresa de projetos de iluminação, a Lux, que atende residências, espaços comerciais, museus e galerias. “O mais estimulante é trabalhar na área cultural. Eu gosto de gente, de conversar, de usar o meu balaio de referências para solucionar uma questão. Em uma residência ou iluminando uma exposição, meu desafio é fazer uma coisa barata, simples de produzir, que funcione bem e que se insira nos mais diversos espaços.”

Com vários prêmios no currículo, o último deles para a linha de luminárias Olívia, no 30º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, Ricardo, formado nos anos 1980 – quando a computação ainda engatinhava –, desenha tudo à mão. “O tempo em que desenho é o tempo em que estou pensando, tenho ideias, é muito reflexivo.” Esse hábito explica boa parte dos objetos encontrado sobre a mesa do designer.