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O elo vital entre improvisação e inovação

A inovação exige novas formas de pensar e trabalharFoto 00 5 300x169

Texto original – Herman Miller

Em uma pesquisa recente da PwC, 78 por cento dos CEOs de todo o mundo disseram esperar que seus esforços de inovação gerem novas formas “significativas” de ganhar dinheiro nos próximos três anos.

Há pouca discordância entre os líderes empresariais sobre a importância da inovação. Há também um consenso surpreendente sobre a melhor forma de promover esse resultado comercial: reunir as pessoas e oferecer espaço para que elas possam se inspirar nas ideias umas das outras.

Um estudo internacional encomendado pela Google encontrou uma correlação de 81 por cento entre colaboração e inovação. Eis um exemplo dessa correlação que faz parte do relatório: “Os funcionários do Reino Unido que têm a oportunidade de colaborar no trabalho são quase duas vezes mais propensos a ter contribuído com novas ideias para a empresa.”

Enquanto o trabalho mudou, tornando-se mais fluido, criativo e colaborativo, muitos escritórios não mudaram. A maioria dos escritórios ainda está voltada para o trabalho linear, fornecendo apenas dois tipos principais de espaços, ou seja, estações de trabalho e salas de reunião.

Para ajudar a resolver esse problema, a Herman Miller está constantemente fazendo pesquisas para obter uma maior compreensão das pessoas, do trabalho e do lugar. Algumas dessas pesquisas os levaram a desenvolver a estrutura do Living Office, que ajuda as organizações e seus parceiros de design a criar ambientes de trabalho compostos por configurações otimizadas para apoiar atividades específicas.Foto 01 3 300x189

Ao estudar a forma como as empresas promovem as condições em que as equipes inovadoras e criativas podem florescer, a pesquisa da Herman Miller mostrou que a natureza dessas equipes e suas formas de trabalho são muitas vezes improvisadas.

Os membros transitavam com frequência entre o trabalho individual e o trabalho em conjunto. Eles passavam de uma etapa de geração de novas ideias em um grande grupo para o trabalho em paralelo em pequenos grupos para realizar o trabalho. Os membros da equipe faziam essas transições conforme necessário, não de acordo com um processo ou um plano.

Incubadora de inovação: a Clubhouse

Cada organização é única, e assim deve ser o seu local de trabalho. Mesmo quando duas empresas compartilham o mesmo objetivo comercial, seus arranjos de configurações espaciais provavelmente variarão com base em outros fatores, incluindo o propósito e o caráter da empresa.

Embora não haja apenas uma maneira de alcançar a inovação, existe uma configuração, a Clubhouse, que foi criada especificamente para apoiar as atividades do trabalho improvisado e fluido das equipes altamente colaborativas.

Nesses espaços, os membros da equipe nunca precisam abrir mão da conexão entre eles para trabalhar de marneira otimizada para a atividade em questão. Eles podem permanecer imersos em suas atividade, em um estado de fluidez.

A anatomia de uma Clubhouse

A Clubhouse é ideal para equipes altamente colaborativas, pois contém cinco tipos de áreas de trabalho organizadas próximas umas às outras para apoiá-las. Embora o arranjo varie de acordo com a natureza do trabalho e as interações, a proximidade é o que importa.

A pesquisa também mostrou que esses grupos sentiram que a presença física era essencial para a o trabalho. Quando os membros são capazes de trabalhar lado a lado, é mais fácil para eles se conectarem, fazerem perguntas, resolverem problemas juntos e aproveitarem a energia uns dos outros.

O primeiro tipo de estação dentro de uma Clubhouse é constituído por uma série de pontos de trabalho individuais projetados e organizados de forma a apoiar interações entre os membros da equipe, bem como o trabalho individual.

Esta área serve como base, onde todos podem passar a maior parte do tempo e onde ocorrem muitas das transições fluidas. Equipado com ferramentas, apoio ergonômico e espaço pessoal apropriado para o trabalho, é o melhor lugar para fazer o trabalho individual, ao mesmo tempo em que se está junto aos outros. Sua abertura ajuda a equipe de muitas maneiras.

Como as pessoas podem ver e ouvir a maneira como seus colegas trabalham, isso os ajuda a estabelecer e reforçar rapidamente as normas da equipe. Linhas de visão claras também facilitam aos membros colaborar e dar feedback em tempo real.

As Clubhouses também contêm um espaço semiprivado onde pequenos grupos podem trabalhar juntos sem distrair outros membros da equipe. Esta área de trabalho pertence à equipe, adaptada às necessidades da equipe e geralmente fornece uma maneira de “mudar as coisas” em perspectiva ou postura.

O “epicentro”, outra das áreas de trabalho, é o coração e a vida desse modelo. Este espaço coletivo está disponível para que todos os membros da equipe trabalhem e socializem. Ele conecta as pessoas, expressa a identidade com frequência através de artefatos dispostos em uma superfície, e contribui para o senso de identificação. Um epicentro funciona melhor quando é bem visível e próximo aos pontos individuais de trabalho.

O quarto tipo de área de trabalho presente é a “parede do conhecimento”—uma área dedicada a exibir o trabalho e o processo de toda a equipe. Tornar o trabalho e os processos visíveis aumenta a transparência, estimula a contribuição e ajuda a equipe a estabelecer conexões com outros trabalhos, enquanto identifica as peças que faltam.

Para concluir, uma Clubhouse possui uma zona de “não perturbe” na qual um ou dois membros da equipe podem se refugiar para falar em particular ou para trabalhar individualmente com concentração, mantendo a proximidade com o resto da equipe.

Com áreas de trabalho próximas entre si, esta configuração apoia o estilo de improvisação das equipes colaborativas, reduzindo o tempo perdido durante a transição entre as atividades e promovendo a conexão e o senso de pertencimento entre os membros da equipe.Foto 02 4 261x300A lógica do Locale

Embora as Clubhouses possam ser criadas com uma variedade de produtos, o Locale da Herman Miller foi projetado para se encaixar de forma intencional em locais de alto desempenho, ou seja, as Clubhouses.

“Colaborar não é algo linear, onde uma ideia leva diretamente a outra, melhorando à medida que progride e conquistando consenso”, diz Kim Colin, codesigner do Locale, junto com Sam Hecht. “Pelo contrário, o processo é imprevisível e espontâneo, aleatório e um pouco caótico.”4

Colin e Hecht criaram o Locale para que os membros da equipe possam transitar em harmonia entre o trabalho individual e em equipe, e entre as posturas sentada e em pé, tudo dentro de um ambiente de escritório aberto.Foto 03 3 300x225

A união entre a Configuração Clubhouse e o Locale é poderosa. Uma composição criteriosa dos vários elementos do Locale sustenta os objetivos de mais alto nível da Clubhouse, criando um ambiente diversificado e altamente adaptável, onde os membros da equipe podem se mover de forma fluida entre tarefas individuais e em grupo ao longo do dia. E a improvisação, uma característica de equipes inovadoras, torna-se não apenas possível, mas completamente natural.

Você já conhecia essas configurações para o ambiente corporativo? Está claro que colaboração e inovação caminham lado a lado, certo? Aproveite para explorar esses conceitos na sua empresa e comente aqui o que achou desse artigo!