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Dados são o futuro

Como informações em tempo real e móveis com sensores estão tornando as pessoas e as empresas ainda mais eficazes

Texto original de Drew Himmelstein / Why Magazine / Herman Miller

Ilustrações: Daniel Carlsten

Compartilhamos no post anterior como uma cadeira de madeira compensada moldada inspirou a Herman Miller a buscar novas soluções para o trabalho da atualidade a partir das mais avançadas tecnologias digitais baseadas em dados.

A abordagem conduziu a marca ao lançamento do Live OS, uma plataforma digital que personaliza e otimiza os escritórios. Mais do que colocar sensores nos móveis, o Live OS apresenta insights sobre o que realmente acontece no ambiente de trabalho.

Ela permite que os gestores possam utilizar dados reais para conduzir decisões mais inteligentes sobre as atividades executadas. Pessoas podem personalizar suas estações de trabalho, reservar salas em tempo real e se conectar digitalmente a cadeiras e mesas para um dia mais ergonômico no escritório.

O termo utilizado para essa marca de controle do usuário é “consumerização”, e tem levado o mercado a apostar cada vez mais neste tipo de solução tecnológica intuitiva, sem precisar perder horas no telefone com o TI simplesmente para aprender usar.

Para Valentin Heun, pesquisador do MIT Media Lab, cujo trabalho se concentra na conexão de ambientes digitais e físicos, a chave para criar produtos inteligentes de sucesso está em melhorar a compreensão das pessoas sobre o mundo ao seu redor.

“Você precisa criar ferramentas que incluam as pessoas e deem a elas a sensação de ter poder e estar no comando”, completa Huen.

O segundo grande benefício do Live OS é permitir que os gestores tenham uma visão detalhada de como, quando e a frequência em que as instalações do escritório são realmente usadas.

Ao aplicar a tecnologia digital a móveis e configurações, o Live OS fornecerá dados que as empresas podem utilizar para tomar decisões mais embasadas sobre um de seus maiores ativos: os locais onde seus colaboradores trabalham.

Os dados estão preparados para substituir decisões baseadas somente na intuição como ponto de partida para as mudanças.

“O imóvel tende a ser o segundo maior investimento para uma empresa depois das pessoas, mas é muito difícil obter dados sobre como esse espaço é realmente usado. Você precisa estar próximo ao do usuário e isso requer os móveis”, explica Anderson.

As gerações passadas não tinham acesso ao tipo de dados que o Live OS entrega, mas também não precisavam tanto. Muitos funcionários não tinham escolha a não ser ficar perto de suas mesas a maior parte do dia, porque era lá que seu ramal tocava e o computador de mesa ficava.

Felizmente, os computadores e celulares de hoje criaram novas demandas que acabam fazendo com que o trabalhador se movimente mais sem ter um local fixo de trabalho, criando novas necessidades.

O trabalho de hoje pode ser realizado digitalmente e os empregadores tem procurado fazer o uso mais eficaz de sua infraestrutura de IRL. Isso significa tomar decisões mais inteligentes e dar às pessoas flexibilidade e controle sobre a experiência no trabalho.

Entretanto, mesmo em escritórios que adotaram o uso de espaços de trabalho flexíveis, muitos trabalhadores ainda permanecem sentados por longos períodos olhando para notebooks cada vez menores, forçando uma postura corporal que não é saudável.

Mesas ajustáveis vão permitir que as pessoas mudem de posição durante o dia, mais isso não vem acontecendo não porque as pessoas não querem, mas porque muitas vezes elas não entendem que o objetivo não é sentar nem ficar em pé, mas fazer a transição entre os dois.

Um exemplo de como a tecnologia Live OS beneficiará as pessoas e as empresas é oferecido pela mesa Renew Live, que usa sensores embutidos e uma plataforma digital para otimizar o uso por meio de um app no smartphone.

As pessoas podem personalizar as configurações para regular o período em que ficarão sentadas ou de pé pelo aplicativo, e ficarão seguras de que essas opções os acompanharão para qualquer mesa do escritório que escolherem.

Também é possível optar por recursos que agregam bem-estar e definem metas de atividades individuais. Estão a caminho aprimoramentos sutis na mesa Renew e para produtos como a icônica cadeira Aeron.

Joseph White, diretor de estratégia, design e gerenciamento de workplaces da Herman Miller lembra que, na década de 1940, George Nelson – ex-diretor de design da Herman Miller – trouxe o conceito do escritório como uma sala de estar diurna.

Nos tempos de Nelson, os executivos costumavam usar a criatividade para pensar o que uma sala de estar diurna poderia oferecer. À medida que a cultura dos locais de trabalho mudou, pessoas de todos setores são chamadas para pensar soluções coletivamente, o que possibilitou expandir o modelo existente.

“O benefício é a noção de poder se sentir em casa seja qual for o local em que você trabalha”, destaca White. “Se você puder ir até qualquer lugar do trabalho e ele se ajustar automaticamente para recebê-lo, qualquer lugar poderá fazê-lo se sentir em casa, criando uma conexão fluída em todo o ambiente. Isso permite que as pessoas pararem de pensar sobre onde e como trabalham e gastem sua energia numa escala superior de pensamentos”, completa.

 

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