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Destaques da Semana de Design de Milão 2026

Publicado em 6 de maio de 2026

O que Milão 2026 revela sobre o design hoje

A Semana de Design de Milão segue como um dos momentos mais
observados do calendário internacional porque ajuda a perceber, em
escala ampliada, para onde o design está se movendo.

Alguns dos destaques selecionados pela Novo Ambiente apontam para um
mesmo movimento: o interesse por experiências mais imersivas, por
materiais que constroem atmosfera e por peças e instalações que deixam
de ser apenas formas para ganhar espessura espacial.

Em vez de apresentar somente lançamentos, muitas marcas e curadorias
partiram de narrativas, percursos e ocupações do espaço para formular
sua presença na cidade.

Esse olhar também faz sentido para a Novo Ambiente, visto que nossa
curadoria sempre esteve ligada à força dos repertórios, à
permanência das linguagens e à forma como o design se insere na experiência dos ambientes.

NOVO AMBIENTE NA SEMANA DE DESIGN DE MILÃO

Moooi no Superstudio Più

A Moooi levou a Milão o projeto Moooi 25 and Promising, que marca os 25 anos da marca com uma instalação de grande escala no Superstudio Più e ativações paralelas em seu espaço em Milão.

O recorte desta edição chama atenção pela forma como a marca articula
imaginação, tecnologia e atmosfera em uma mesma linguagem.

Novidade, cenário e narrativa aparecem integrados em uma experiência
contínua, em que ícones revisitados, novos desenhos e ambientes ajudam
a construir um universo visual muito próprio.

Kartell no Salone del Mobile

Na edição de 2026, a Kartell apresentou no Salone del Mobile uma narrativa construída a partir da ideia de uma página em branco, entendida pela marca como o início de um novo capítulo entre pesquisa, experimentação e marcos de seu repertório.

O estande foi organizado por temas como matéria, linhas, valor, proporção, estrutura, textura, ar, espaço e perspectiva, propondo uma leitura em camadas entre forma, superfície e experiência.

O interesse aqui está em ver como a Kartell segue renovando seu repertório sem perder reconhecimento, mantendo uma linguagem clara mesmo quando abre espaço para novos caminhos.

Louis Vuitton no Palazzo Serbelloni

No Palazzo Serbelloni, a Louis Vuitton apresentou uma mostra que reuniu novos Objets Nomades, sua coleção de peças para a casa assinadas por designers convidados, ao lado de um tributo a Pierre Legrain.

A apresentação evidencia uma frente que a marca vem consolidando no design: a aproximação entre herança técnica, trabalho artesanal e criação contemporânea.
Entre os nomes envolvidos estão Raw Edges e Estudio Campana, em peças que exploram matéria, textura e construção visual com bastante presença.

Mais do que reunir novidades, a mostra chama atenção pela forma como articula objeto, ambiente e encenação em uma mesma narrativa.

Lina Ghotmeh no Palazzo Litta

Com Metamorphosis in Motion, Lina Ghotmeh propôs uma instalação em que o espaço se completa no percurso. Apresentado no Palazzo Litta por MoscaPartners, o projeto foi descrito como um ambiente imersivo, com estruturas modulares, áreas de convivência, som e aroma.

O gesto é interessante porque desloca a atenção da imagem para a experiência. A arquitetura deixa de se afirmar como objeto autônomo e passa a se completar no corpo, no tempo e na permanência de quem percorre a instalação.

Para arquitetos, é um lembrete preciso de que a força de um espaço muitas vezes está menos no impacto imediato e mais na forma como ele conduz o uso.

cc-tapis x Fornasetti

Na colaboração entre cc tapis e Fornasetti, a imaginação gráfica do universo Fornasetti ganhou espessura material na instalação (META)FISICA. Segundo a cc tapis, a exposição se organiza como um labirinto por seis salas e apresenta uma nova coleção de tapetes desenvolvida com a marca italiana.

O interesse aqui está em ver desenhos já conhecidos da marca saírem do plano e passarem a construir o espaço. É um bom exemplo de como padronagem, memória visual e materialidade podem construir experiência e não apenas ornamentação.

Nilufar Grand Hotel

Na Via Lancetti, a Nilufar Depot se transformou no Nilufar Grand Hotel durante a Semana de Design. A proposta parte da lógica de um hotel ficcional, construído por ambientes assinados e pela convivência entre peças contemporâneas e mobiliário vintage.

O ponto forte está justamente nesse encontro entre os ambientes criados por David Nicolas, Filippo Carandini e Allegra Hicks e o mobiliário vintage selecionado pela Nilufar. Em vez de separar radicalmente passado e presente, a mostra explora continuidades, tensões e afinidades.

Para quem trabalha com interiores e especificação, esse tipo de montagem interessa porque mostra como repertórios distintos podem conviver quando há clareza de linguagem.

Alcova Milano

A Alcova voltou em 2026 ocupando dois lugares muito diferentes entre si: novos espaços dentro do Baggio Military Hospital e a Villa Pestarini, aberta ao público pela primeira vez.

A plataforma se define como dedicada a projetos de ponta em design contemporâneo, arquitetura e tecnologia, e essa edição reforça sua vocação para pesquisa, experimentação e cultura material.

Para arquitetos, a visita à Alcova costuma ser menos sobre acabamento e mais sobre direção de linguagem: materiais em teste, formatos independentes, instalações em contextos improváveis e uma relação mais livre entre design e arquitetura.

Milão continua relevante porque reúne referências muito distintas num mesmo campo de observação.

Entre marcas históricas, galerias, instalações imersivas e plataformas experimentais, a edição de 2026 reforçou uma ideia que interessa diretamente ao universo da Novo Ambiente: design não se resume à peça isolada. Ele ganha força na relação com o espaço, com o uso e com o repertório que sustenta cada ambiente.

Esse tipo de leitura orienta uma curadoria atenta ao que permanece atual, consistente e vivo com o passar do tempo.

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