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Eames Molded Plywood e os móveis do futuro: tudo a ver

Publicado em 8 de abril de 2020

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Saiba como uma cadeira de madeira compensada moldada ajudou a Herman Miller a criar soluções inteligentes e eficientes para a atualidade

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Texto original de Drew Himmelstein / Why Magazine / Herman Miller

Fotos: Divulgação / Herman Miller

No início dos anos de 1940, quando Charles Eames trabalhava em projetos de cenários da MGM, ele e sua esposa, Ray, experimentavam técnicas de moldagem de madeira que teriam efeitos importantes no mundo do design.

Suas descobertas resultaram em um contrato com a Marinha dos EUA para desenvolver talas de compensado, macas e conchas deslizantes, moldadas sob calor e pressão, que foram usadas com êxito na Segunda Guerra Mundial.

Quando a guerra terminou, o casal Eames aplicou a tecnologia criada para produzir cadeiras econômicas e de alta qualidade, que podiam ser fabricadas em massa usando superfícies moldadas que dispensariam um estofamento almofadado.

 

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Quando descobriram que o compensado não resistiu às tensões que ocorreram onde o assento da cadeira e o encosto se encontravam, eles abandonaram a ideia original de uma estrutura inteiriça em favor de uma cadeira com painéis para o encosto e o assento.

Foi o ponto de partida para a criação da Eames Molded Plywood, a cadeira que revolucionou toda a indústria de mobiliário com, pasmem, dois painéis curvos de madeira compensada moldada apoiados numa estrutura com uma coluna e quatros pés.

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O reconhecimento pelo domínio da tecnologia dos compensados com a simplicidade da execução foi tamanho a ponto de a cadeira ser escolhida pela prestigiada revista Time como o “Design do Século XX”.

O legado dos Eames na inovação em materiais é o que inspira hoje Christopher Hoyt, que lidera a equipe da Herman Miller focada em tornar o mobiliário da atualidade tão relevante e intuitivo para as pessoas quanto a Molded Plywood foi há 70 anos.

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Assim como os Eames tiraram proveito do material disponível naqueles dias com a tecnologia mais atualizada que eles poderiam conceber, Hoyt lidera na HM a busca para adaptar os móveis de escritório atuais para trabalhadores conectados digitalmente.

A madeira compensada moldada da sua equipe, no entanto, é uso dos dados coletados diariamente nos escritórios como informação para tomadas de decisão em relação ao layout, rotinas e hábitos da empresa.

“Nós somos uma empresa centenária e sempre estivemos envolvidos em tecnologia”, afirma Hoyt. “A tecnologia de hoje, no entanto, é digital”.

Produtos como o Nest, que permite o controle da temperatura interna da casa via app pelos usuários, ou o Fitbit, uma pulseira que monitora a atividade física, trouxeram a chamada Internet das Coisas (IoT) para a casa e o dia a dia das pessoas.

O tipo de mobiliário inteligente que a Herman Miller desenvolve para os escritórios, no entanto, é pensado para beneficiar tanto as empresas quanto os usuários.

“A Herman Miller vem explorando o uso de sensores no ambiente de trabalho desde o final dos anos 1990, e acreditamos que podemos melhorar as experiências diárias das pessoas ao mesmo tempo que fornecemos às empresas informações baseadas em dados”, diz Ryan Anderson, diretor de comercialização e desenvolvimento de negócios da Herman Miller.

Ficou curioso? Confira no próximo post as soluções da Herman Miller que a Herman Miller está desenvolvendo para tornar seu escritório mais inteligente e eficiente a partir das informações geradas pela própria rotina da empresa e de seus funcionário

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